Dinamarca

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: "DK" redireciona para este artigo. Para a série de jogos eletrônicos com o personagem homônimo, veja Donkey Kong.

Dinamarca
Danmark
Bandeira da Dinamarca
Brasão de Armas
Brasão de Armas
Bandeira Brasão de armas
Lema: (Real): Guds hjælp, folkets kærlighed, Danmarks styrke
"A ajuda de Deus, o amor do povo, a força da Dinamarca"
Hino nacional: Der er et yndigt land
"Há uma bela terra"
noicon

Hino real: Kong Christian stod ved højen Mast
noicon
Gentílico: Dinamarquês (esa)[1]

Localização da Dinamarca
Localização da Dinamarca

Localização da Dinamarca (em verde)
No continente europeu (em cinza)
Na União Europeia (em verde claro)

Localização de Dinamarca, Ilhas Feroe e Groenlândia, que juntas formam o Reino da Dinamarca (em verde).
Capital Copenhague
55°43′N 12°34′E
Cidade mais populosa Copenhague
Língua oficial Dinamarquês
Religião oficial Luteranismo[2]

Igreja Ortodoxa Oriental (Oficial também em Ilhas Feroé e Groenlândia)

Governo Monarquia constitucional parlamentarista unitária
• Rei Frederico X
• Primeira-ministra Mette Frederiksen
Legislatura Folketing
Formação  
• Independência Antes do século VIII 
Entrada na UE 1 de janeiro de 1973
Área  
  • Total 43 094 km² (134.º)
 • Água (%) 1,6
 Fronteira Alemanha e ligada à Suécia por meio da Ponte do Øresund
População  
  • Estimativa para 2018 Aumento 5 789 957[3] hab. (108.º)
 • Densidade 129,16 hab./km² (78.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2014
 • Total US$ 248,683 bilhões*[4] (52.º)
 • Per capita US$ 44 325[4] (20.º)
PIB (nominal) Estimativa de 2014
 • Total US$ 347,196 bilhões*[4] (32.º)
 • Per capita US$ 61 884[4] (8.º)
IDH (2019) 0,940 (10.º) – muito alto[5]
Gini (2012) 28,1[6] 
Moeda Coroa (krone) (DKK)
Fuso horário CET (UTC+1)
 • Verão (DST) CEST (UTC+2)
Cód. ISO DNK
Cód. Internet .dk
Cód. telef. +45
Website governamental denmark.dk
¹ Cooficial com o Inuktitut, na Gronelândia.

Dinamarca (em dinamarquês: Danmark PRONÚNCIA) é um país nórdico da Europa setentrional que compõe o Reino da Dinamarca. É o mais meridional dos países nórdicos, a sudoeste da Suécia e ao sul da Noruega, delimitado no sul pela Alemanha. As demais fronteiras da Dinamarca são marítimas, ao norte e leste com o Mar Báltico e ao oeste com o Mar do Norte. O país é composto por uma grande península, a Jutlândia, e 443 ilhas, das quais 78 habitadas, com destaque para a Zelândia (Sjælland), Funen (Fyn), Vendsyssel-Thy, Lolland, Falster e Bornholm, assim como centenas de ilhas menores, muitas vezes referidas como o Arquipélago Dinamarquês.[7] A Dinamarca há muito tempo controla a entrada e a saída do mar Báltico, já que isso só pode acontecer por meio de três canais, que também são conhecidos como os "Estreitos Dinamarqueses".

A língua nacional, o dinamarquês, é próxima do sueco e do norueguês. A Dinamarca compartilha fortes laços históricos e culturais com a Suécia e com a Noruega. 82,0% dos habitantes da Dinamarca e 90,3% da etnia dinamarquesa são membros da Igreja Estatal Luterana. Cerca de 9% da população tem nacionalidade estrangeira, sendo que uma grande parte deles são provenientes de outros países escandinavos.

O país é uma monarquia constitucional com um sistema parlamentar de governo. Possui um governo central e outros locais em 98 municípios. O país é membro da União Europeia desde 1973, embora não tenha aderido ao euro, e um dos membros fundadores da Organização do Tratado do Atlântico Norte e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.

A Dinamarca, com uma economia mista capitalista e um estado de bem-estar social,[8] possui o mais alto nível de igualdade de riqueza do mundo, sendo considerado em 2011, o país com menor índice de desigualdade social do mundo. A Dinamarca tem o melhor clima de negócios no mundo, segundo a revista estadunidense Forbes.[9] De 2006 a 2008, pesquisas[10] classificaram a Dinamarca como "o lugar mais feliz do mundo", com base em seu princípio de saúde, bem-estar, assistência social e educação universal; O Índice Global da Paz de 2009 classificou a Dinamarca como o segundo país mais pacífico do mundo, depois da Nova Zelândia.[11] A Dinamarca também foi classificada como o país menos corrupto do mundo em 2021, pelo Índice de Percepção de Corrupção, compartilhando o primeiro lugar com a Finlândia e a Nova Zelândia.[12]

Etimologia

A etimologia da palavra Dinamarca e, especialmente, a relação entre os dinamarqueses e a Dinamarca e a unificação do país como um único reino, ainda são assuntos que atraem debate.[13][14] Esta discussão é centrada principalmente no prefixo "Dan" e se refere aos danos ou uma pessoa histórica chamada Dan. A questão é ainda mais complicada por uma série de referências a vários danos na Escandinávia ou em outros lugares na Europa em fontes gregas e romanas (como Ptolomeu, Jordanes e Gregório de Tours), bem como na literatura medieval (como Adão de Bremen, Beowulf, Widsith e Edda em verso).

A maioria dos manuais considera a origem da primeira parte da palavra,[15][16] bem como o nome das pessoas, de uma palavra que significa "terra plana", relacionada com as palavras em alemão tenne e em sânscrito dhanus (धनुस्; "deserto"). O sufixo marca provavelmente significa marca (território), mas, no entanto há quem lhe atribuía como sendo "floresta" ou "fronteira", com referências prováveis para as florestas de fronteira no sul do Schleswig.[17]

História

Ver artigo principal: História da Dinamarca

Pré-história

Os primeiros achados arqueológicos da Dinamarca remontam ao período interglacial de Eem, de 130 000 a 110 000 a.C.[18] A Dinamarca é habitada desde cerca de 12 500 a.C. e a agricultura é evidente desde 3900 a.C.[19] Uma garota provavelmente com cabelos escuros, pele escura e olhos azuis, caçadora-coletora morava no sul da Dinamarca há 5 700 anos.[20] A Idade do Bronze Nórdica (1800–600 a.C.) na Dinamarca foi marcada por túmulos, o que deixou uma abundância de descobertas, incluindo lurs e o carro solar.[21]

Durante a Idade do Ferro pré-romana (500 a.C.–1 d.C.), os grupos nativos começaram a migrar para o sul, e os primeiros dinamarqueses tribais chegaram ao país entre a Idade do ferro pré-romana e a alemã,[21] na Idade do ferro romana (1–400 d.C.). As províncias romanas mantinham rotas comerciais e relações com tribos nativas na Dinamarca, e moedas romanas foram encontradas na Dinamarca. Evidências de forte influência cultural celta datam deste período na Dinamarca e em grande parte do noroeste da Europa e estão entre outras coisas refletidas na descoberta do caldeirão de Gundestrup.

As estruturas de defesa de Danevirke foram construídas em fases a partir do século III e o tamanho dos esforços de construção em 737 d.C. é atribuído ao surgimento de um rei dinamarquês.[22][23] Um novo alfabeto rúnico foi usado pela primeira vez na mesma época e Ribe, a cidade mais antiga da Dinamarca, foi fundada por volta de 700 d.C.

Viking

Do século VIII ao X, a região escandinava mais ampla foi a fonte dos vikings. Eles colonizaram, invadiram e negociaram em todas as partes da Europa. Os Vikings dinamarqueses eram mais ativos nas Ilhas Britânicas do leste e sul e na Europa Ocidental.

Antiguidade, Idade Média e Era Moderna

A vila viquingue de Aarhus em 950

A origem da Dinamarca está perdida na pré-história. Sua fortaleza mais velha é datada do século VII, ao mesmo tempo que o novo alfabeto rúnico. A Dinamarca foi unida por Haroldo Dente-Azul por volta de 958 d.C.

Após o século XI, os dinamarqueses ficaram conhecidos como viquingues, colonizando, invadindo e negociando em toda a Europa.[24]

Em vários momentos da história, a Dinamarca controlou a Inglaterra, Noruega, Suécia, Islândia, parte das Ilhas Virgens, partes da costa Báltica e o que é agora o norte da Alemanha. A Escânia foi parte da Dinamarca na maior parte de sua história, mas foi perdida para a Suécia em 1658.

Século XIX

A união com a Noruega foi dissolvida em 1814, quando Noruega entrou em uma nova união com a Suécia (até 1905). O movimento liberal e nacional dinamarquês teve seu momento culminante em 1830, e após as revoluções europeias de 1848, a Dinamarca tornou-se uma monarquia constitucional em 1849. O ducado de Schleswig tornou-se propriedade pessoal do rei da Dinamarca em 1460. As tentativas feitas a partir de 1846 pela Dinamarca para anexar o ducado de Schleswig, assim como também o ducado de Holstein, fracassaram durante a guerra dos Ducados (1864). Depois da guerra austro-prussiana em 1866, a Prússia, vitoriosa na guerra, anexou ambos os ducados e aproveitou para dissolvê-los transformando-os numa única unidade a província do Schleswig-Holstein. Estes ducados sempre fizeram parte do Sacro Império Romano Germânico até Napoleão dissolver este Império em 1806.

Derrotado Napoleão, após o Congresso de Viena em 1815, os ducados Schleswig e Holstein passaram a fazer parte da Confederação Germânica, herdeira natural do Sacro Império Romano Germânico, visto que estes ducados nunca pertenceram à Dinamarca, mas eram apenas propriedade pessoal dos seus soberanos simultaneamente reis da Dinamarca; um século depois em 1920, mediante plebiscito realizado devido à derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial, uma das regiões plebiscitárias, o norte do Schleswig (Abstimmungsgebiet) foi cedida à Dinamarca, onde ainda hoje há alguns núcleos populacionais maioritariamente de língua alemã, cujos direitos como minoria nacional estão reconhecidos internacionalmente. Depois da Segunda gGuerra de Schleswig em 1864, o rei da Dinamarca teve que ceder os ducados de Schleswig e Holstein à Prússia em resultado da sua derrota pessoal, este episódio por simbiose marcou profundamente a identidade nacional dinamarquesa.

Século XX

Durante a ocupação alemã, o rei Cristiano X tornou-se um poderoso símbolo da soberania nacional. Esta imagem data do aniversário do rei, em 26 de setembro de 1940.

Após a derrota frente à Prússia, a Dinamarca adotou uma política de neutralidade, permanecendo neutra na Primeira Guerra Mundial. Em 9 de abril de 1940, a Dinamarca foi invadida pela Alemanha Nazista (operação Weserübung) e permaneceu ocupada durante toda a Segunda Guerra Mundial, apesar de alguma pequena resistência interna. O país tentou ser o mais neutro possível e não ceder o seu poder interno ao controle nazista, sendo socialista na época, tentando inclusive persuadir dinamarqueses a não se afiliarem ao exército alemão, que ao fim da guerra, começou a intensificar este. Ao fim de 1944, poucos dinamarqueses apoiavam o regime de Hitler — ainda menos do que em 1940, justificando assim o aumento da resistência interna com atentados a soldados nazistas.

A mudança constitucional em 1953 levou a um parlamento de câmara única eleito por representação proporcional, a adesão feminina ao trono dinamarquês, e da Groenlândia se tornando parte integrante da Dinamarca. Os social-democratas lideraram uma série de governos de coalizão pela maior parte da segunda metade do século XX em um país geralmente conhecida por suas tradições liberais.

Após a Segunda Guerra Mundial, a Dinamarca tornou-se um dos membros fundadores da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e das Nações Unidas. Durante os anos 1960, os países da EFTA eram muitas vezes referidos como os Sete Exteriores, ao contrário dos Seis Interiores do que era então a Comunidade Econômica Europeia (CEE).[25]

Em 1973, juntamente com o Reino Unido e a Irlanda, a Dinamarca aderiu à Comunidade Econômica Europeia, que posteriormente iria formar a União Europeia (UE) após um referendo público. O Tratado de Maastricht, que envolvia uma maior integração europeia, foi rejeitado pelo povo dinamarquês em 1992; ele só foi aceito depois de um segundo referendo, em 1993, e pela adição de certas disposições para a Dinamarca. Os dinamarqueses rejeitaram o Euro como moeda nacional em um referendo em 2000. A Groenlândia ganhou governo próprio em 1979 e foi premiada com a autodeterminação em 2009. A Groenlândia e as Ilhas Faroé não são membros da UE; as Ilhas Faroé saíram da CEE em 1973 e a Groenlândia em 1986, em ambos os casos por causa de políticas de pesca.

Geografia

Ver artigo principal: Geografia da Dinamarca
Imagem de satélite da Dinamarca

A Dinamarca compartilha uma fronteira de 68 km com a Alemanha no sul e é cercada por 7 314km de mar (incluindo pequenas baías e enseadas).[26] Possui área total de 43 094 km². Desde 2000, a Dinamarca está ligada à Suécia pela Ponte do Øresund. A Dinamarca consiste na península da Jutlândia (Jylland) e de 443 ilhas com nome, das quais 76 são habitadas, e entre as quais as mais importantes são Fiónia e a Zelândia (Sjælland) onde localiza-se Copenhaga a capital do país. A ilha de Bornholm localiza-se um pouco para leste do resto do país, no mar Báltico. Muitas das ilhas estão ligadas por pontes.[27]

O país é, em geral, plano e com poucas elevações, os pontos mais elevados são o Møllehøj, o Ejer Baunehøj e o Yding Skovhøj, todos com altitude apenas uns centímetros acima dos 170 m. O clima é temperado, com invernos suaves e verões frescos. As cidades principais são a capital, Copenhague (na Zelândia), Aarhus (na Jutlândia), Odense (em Fyn) e Aalborg (na Jutlândia). [28]

A Dinamarca encontra-se na zona de clima temperado. O inverno não é muito frio, com temperaturas médias em janeiro e fevereiro de 0 °C, e o verão é fresco, com uma temperatura média em agosto de 15,7 °C.[26] A Dinamarca tem uma média de 712 mm de precipitação por ano; o outono é a estação do ano mais chuvosa e a primavera é a mais seca.

Natureza e meio ambiente

A Dinamarca é o lar de cerca de 30 mil espécies de plantas, fungos e animais. Florestas cobrem aproximadamente 11% do território nacional, sendo tanto decíduas como coníferas, e constituindo o ecossistema mais diverso do país. Os ecossistemas marinhos também são diversos, com mais de 500 espécies de invertebrados nas águas interiores dinamarquesas. A biodiversidade do país está em declínio, com 1 514 espécies sendo colocadas na lista vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza. A área ocupada por habitats abertos, como pântanos, dunas de areia e brejos está a diminuir, de 12,5% do território nacional em 1965 para 9,2% em 2000. A área ocupada por florestas, no entanto, está a crescer, devido à políticas de reflorestamento.[29]

Cerca de 11% do território da Dinamarca é designado como áreas protegidas, um terço das quais estão nas categorias I e II da UICN. A Rede Natura 2000 consiste um total de 16 638 quilômetros quadrados, dos quais 3 591 são terrestres e 13 047 marinhos. De acordo com um estudo da Agência Europeia do Ambiente publicado em 2020, o país é o segundo pior em conservação ambiental na União Europeia, a frente apenas da Bélgica e atrás da Espanha. Há um total de 13 planos de manejo de espécies de plantas e animais, um plano de subsídios encoraja donos de terras privadas a plantarem florestas e a educação ambiental é promovida por uma série de ações escolares, que trouxeram resultados positivos.[29][30]

Demografia

Gráfico da evolução demográfica da Dinamarca (1960 -2010)

De acordo com estatísticas de 2012 do governo dinamarquês, 89,6% da população de mais de 5 580 516 habitantes da Dinamarca é de ascendência dinamarquesa (definido como tendo pelo menos um pai que nasceu na Dinamarca e tem nacionalidade dinamarquesa). Muitos dos 10,4% restantes são imigrantes ou descendentes de imigrantes recentes de países vizinhos, além de Turquia, Iraque, Somália, Bósnia e Herzegovina, Sul da Ásia e do Oriente Médio.[31]

A idade média é de 41,4 anos, com 0,97 homens por mulher. 99% da população (acima de 15 anos) é alfabetizada. A taxa de fecundidade é de 1,73 filhos por mulher (est. 2013). Apesar da baixa taxa de natalidade, a população continua a crescer a uma taxa média anual de 0,23%.[32]

As línguas dinamarquesa, feroesa e groenlandesa são as línguas oficiais da Dinamarca continental, das Ilhas Faroé e da Gronelândia, respectivamente. O alemão é uma língua minoritária oficial no antigo condado sul de Jutlândia, perto da fronteira com a Alemanha. O dinamarquês é falado em todo o reino e é a língua nacional da Dinamarca. O inglês e alemão são as línguas estrangeiras mais faladas.[33]

A Dinamarca é frequentemente classificada como o país mais feliz do mundo em estudos internacionais sobre níveis de felicidade entre a população.[34][35][36][37][38][39][40]

Em 2002, o governo conservador e nacionalista impôs a chamada regra dos 24 anos: os dinamarqueses só podem casar com estrangeiros se ambos os envolvidos tiverem mais de 24 anos de idade e cumprirem um rigoroso conjunto de condições. Em 2015, o país adotou uma lei de confisco altamente controversa, que permitiu apreender dinheiro e objetos de valor superior a 1 340 euros pertencentes a migrantes. Em 2018, o Parlamento autorizou a transformação da pequena ilha de Lindholm num centro de detenção para estrangeiros condenados à prisão, mas que as convenções internacionais impediram de ser reenviados para o seu país de origem. Em 2019, os pedidos de asilo atingiram o seu nível mais baixo desde 2008.[41]

Composição étnica

De acordo com censos de 2009, 90,5% da população da Dinamarca era descendente da etnia dinamarquesa. O restante eram imigrantes — ou descendentes de imigrantes — vindos da Bósnia e Herzegovina, países vizinhos e Ásia. A população da Dinamarca é de 5 475 791 pessoas, com uma densidade demográfica de 129,16 habitantes por km².[26] Grande parte da população encontra-se no litoral, principalmente em áreas próximas a capital Copenhague.

O dinamarquês é falado em todo o país, embora um pequeno grupo perto da fronteira alemã também fale alemão.

Religião

Ver artigo principal: Religião na Dinamarca

De acordo com as estatísticas oficiais de janeiro de 2014, 78,4% da população da Dinamarca é composta por membros da Igreja Nacional da Dinamarca, a denominação religiosa oficialmente estabelecida, que é luterana na tradição.[42][43] Isto representa uma queda de 0,7% em relação ao ano anterior e 1,3% inferior em relação a dois anos antes. Apesar dos valores elevados de adesão, apenas 3% da população religiosa afirmam frequentar regularmente os cultos dominicais.[44][45]

Religião na Dinamarca
Religião Porcentagem
Cristianismo
  
83,71%
Agnosticismo
  
9,94%
Islamismo
  
3,05%
Ateísmo
  
1,42%
Budismo
  
0,38%
Outros
  
0,50%

A Constituição do país estabelece que os membros da família real devem ser seguidores da Igreja Nacional da Dinamarca, que é a igreja do estado, embora o restante da população seja livre para aderir a outras religiões.[43][46] Em 1682, o Estado concedeu o reconhecimento limitado a três grupos religiosos dissidentes da Igreja Estabelecida: o catolicismo romano, a Igreja Reformada e o Judaísmo,[46] embora a conversão desses grupos vista pela Igreja da Dinamarca permaneceu ilegal inicialmente. Até os anos 1970, o Estado reconhecia formalmente as "sociedades religiosas" por intermédio de um decreto real. Atualmente, os grupos religiosos não precisam de reconhecimento oficial do governo na Dinamarca, podendo ser concedido a estes o direito de realizar casamentos e outras cerimônias, sem este reconhecimento.[46]

Os muçulmanos na Dinamarca compõem cerca de 3% da população e formam a segunda maior comunidade religiosa do país, além da maior minoria religiosa.[47][48] Desde 2009, há dezenove comunidades muçulmanas reconhecidas na Dinamarca.[48] De acordo com o Ministério das Relações Exteriores dinamarquês, outros grupos religiosos correspondem a menos de 1% da população individualmente e cerca de 2%, quando considerados em conjunto.[49]

Conforme uma pesquisa feita pelo Eurobarómetro, em 2010, 28% dos cidadãos dinamarqueses entrevistados responderam que "acreditam que existe um Deus", 47% responderam que "acreditam que existe